sexta-feira, 29 de maio de 2009

Capítulo 1

Tull cumprimentou os três indivíduos que haviam chegado ao seu escritório. Entre uma frase e outra, com evidente preguiça, tragava a fumaça fétida de um charuto vagabundo. De vez em quando tossia com intensidade exagerada.
Hanns e Gotham conheciam há pouco tempo o asqueroso homem-javali. Os gigantes não confiavam totalmente no sujeito. Os grandes dentes que lhe saltavam da boca não permitiam que as palavras saíssem com perfeição. Isso atrapalhava a comunicação entre eles. Qualquer pessoa de boa índole não aceitaria sua proposta. Mas para Hanns e Gotham, gigantes criados na miséria, boa índole não era algo tão fácil de se adquirir.
Sulth, a elfa, vinda das terras do leste, procurava maneiras de arranjar dinheiro fácil. Considerava-se uma boa espiã, por isso aceitaria qualquer proposta do porco. Já fazia alguns meses que conhecia os dois gigantes. E com eles já havia realizado alguns crimes.
Gigamir é uma cidade próspera para os negócios — Tull tragou o charuto. — E para que meus negócios continuem prósperos, necessito que façam algo pra mim.
— O quê? — perguntou Sulth.
— Basta trazerem a cabeça de meu primo, Tullging. Pagarei bem pelo serviço.
— Quanto? — quis saber Gotham.
O homem-javali apagou o charuto em um cinzeiro de vidro:
— Ofereço mil peças de ouro!

O Olho de Tullging

Todos os finais de semana colocarei um post dessa nova aventura nas Terras de Lhu. A ligação dessa história com a anterior (A noite do dragão) revela o passado do artefato conhecido como o Olho de Tullging.
Boa leitura aos navegadores.