O gigante seguiu a frente de Sulth. Depois de longos minutos de escalada, ele estacou no penúltimo andar. A janela pela qual Gotham espionava estava iluminada. No aposento, o homem-javali estava jantando na companhia de duas fêmeas de sua espécie. O olho de pedra vermelho, que Tullging usava, tinha um brilho constante e maravilhoso.
Gotham fez sinal para que Sulth invadisse o andar de baixo. Os dois tinham uma série de códigos a que já estavam acostumados, mesmo naqueles poucos meses em que se conheciam. Nem um transeunte viu aquelas figuras sorrateiras. E talvez, se alguém tivesse os visto, o mais provável é que não teria dado a mínima importância para o caso. Gigamir era quase uma cidade sem lei depois que a imperatriz hasteou a bandeira imperialista de Carmal sobre eles.
Sulth invadiu sozinha a torre depois de constatar que a janela do antepenúltimo andar não estava fechada.
— Luz! — disse a elfa ao mesmo tempo em que abriu um bolso de seu casaco.
Mariposas vermelhas e fluorescentes voaram em círculos ordenados. Os insetos iluminaram o aposento quase vazio. Não havia nada de interessante por ali. Apenas uma cama de madeira e um colchão velho sobre ela. Adiante uma porta se revelou pela luminosidade vermelha que os insetos emitiam.
Sulth abriu furtivamente a porta e avistou a escadaria da torre. Com cautela subiu passo a passo os degraus. No andar superior, de uma das duas portas que existiam, escutou o barulho de gargalhadas grotescas. Pelo seu senso de orientação não teve dúvida alguma, aquela era a sala que Gotham espionava. Antes de uma investida arrojada, a elfa olhou pelo buraco da fechadura. Pôde ver o olho vermelho de Tullging brilhando. A criatura acariciava o ombro de uma gorda mulher-javali.
A elfa concluiu que sua melhor arma naquele instante era a surpresa. Invadiu a sala de repente. Sacou seu punhal e arremessou contra o alvo. Um grito estridente de dor escapou da garganta de Tullging. A ponta afiada da faca havia penetrado seu peito.
No instante em que Tulging colocava uma das mãos sobre o punhal, Gotham pulou pela janela dentro da sala. As duas fêmeas grunhiram de ódio. O gigante as espancou sem ao menos dar um aviso qualquer de ameaça. Sulth correu até Tullging e antes que ele pudesse retirar o punhal do seu corpo ferido, a elfa empurrou a lâmina da arma até o cabo. Perplexo, Tullging urrou mais uma vez, seu coração parou de bater, e o olho de pedra que outrora brilhava amainou consideravelmente o brilho.
Uma das fêmeas-javali ficou estirada no chão perdendo muito sangue de ferimentos no rosto. A outra, cambaleando, conseguiu fugir da sala de jantar. Gritou por auxílio.
O corpo do homem-javali permanecia sentado a sua cadeira estofada. Sulth arrancou o punhal do coração da vítima.
— Vamos embora daqui! Corte a cabeça de Tullging, Gotham! — ordenou a elfa.
O gigante escutou diversos passos subindo as escadarias próximas. Sem titubear cumpriu as ordens da colega. Um golpe preciso de machado foi suficiente para que a cabeça fosse arrancada do tronco em uma fração de segundo. Sangue espirrou para todos os lados.
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
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6 comentários:
sagaaaz, sagaaaz...
hehe, sabe li um conto uma vez q me lembrou, nao sei pq, mas a história de Beowulf. gostei dessa narração. demais.
Blog Suicide Virgin
Valeu, Girl!
Esse foi o clímax da narrativa, a morte do homem-javali.
Tá terminando...
Um abraço!
Fala Duda. Com certeza é de interesse meu ter o banner em seus blogs. Falando nisso já adicionei os seus. E logo, logo venho aqui para acompanhar a história. Abraços.
Olá, Zé! Valeu por incluir os banners dos blogs! Envia teu banner pro meu e-mail!
dudawfalcao@hotmail.com
Valeu!
Um grande abraço!
Tinha acabado de ler uma notícia sobre o Sarney quando vim aqui... li esse capítulo duas vezes, na segunda o javali era o senador, e dessa vez me diverti mais que da primeira!
Olá, Diógenes!
Pois é, javalis se assemelham demais com muitos políticos que conhecemos.
Ficam no alto de suas torres, pagam mulheres, tem a disposição bebidas, drogas e capangas!
Um abraço!
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