segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Capítulo 11

O gigante seguiu a frente de Sulth. Depois de longos minutos de escalada, ele estacou no penúltimo andar. A janela pela qual Gotham espionava estava iluminada. No aposento, o homem-javali estava jantando na companhia de duas fêmeas de sua espécie. O olho de pedra vermelho, que Tullging usava, tinha um brilho constante e maravilhoso.
Gotham fez sinal para que Sulth invadisse o andar de baixo. Os dois tinham uma série de códigos a que já estavam acostumados, mesmo naqueles poucos meses em que se conheciam. Nem um transeunte viu aquelas figuras sorrateiras. E talvez, se alguém tivesse os visto, o mais provável é que não teria dado a mínima importância para o caso. Gigamir era quase uma cidade sem lei depois que a imperatriz hasteou a bandeira imperialista de Carmal sobre eles.
Sulth invadiu sozinha a torre depois de constatar que a janela do antepenúltimo andar não estava fechada.
— Luz! — disse a elfa ao mesmo tempo em que abriu um bolso de seu casaco.
Mariposas vermelhas e fluorescentes voaram em círculos ordenados. Os insetos iluminaram o aposento quase vazio. Não havia nada de interessante por ali. Apenas uma cama de madeira e um colchão velho sobre ela. Adiante uma porta se revelou pela luminosidade vermelha que os insetos emitiam.
Sulth abriu furtivamente a porta e avistou a escadaria da torre. Com cautela subiu passo a passo os degraus. No andar superior, de uma das duas portas que existiam, escutou o barulho de gargalhadas grotescas. Pelo seu senso de orientação não teve dúvida alguma, aquela era a sala que Gotham espionava. Antes de uma investida arrojada, a elfa olhou pelo buraco da fechadura. Pôde ver o olho vermelho de Tullging brilhando. A criatura acariciava o ombro de uma gorda mulher-javali.
A elfa concluiu que sua melhor arma naquele instante era a surpresa. Invadiu a sala de repente. Sacou seu punhal e arremessou contra o alvo. Um grito estridente de dor escapou da garganta de Tullging. A ponta afiada da faca havia penetrado seu peito.
No instante em que Tulging colocava uma das mãos sobre o punhal, Gotham pulou pela janela dentro da sala. As duas fêmeas grunhiram de ódio. O gigante as espancou sem ao menos dar um aviso qualquer de ameaça. Sulth correu até Tullging e antes que ele pudesse retirar o punhal do seu corpo ferido, a elfa empurrou a lâmina da arma até o cabo. Perplexo, Tullging urrou mais uma vez, seu coração parou de bater, e o olho de pedra que outrora brilhava amainou consideravelmente o brilho.
Uma das fêmeas-javali ficou estirada no chão perdendo muito sangue de ferimentos no rosto. A outra, cambaleando, conseguiu fugir da sala de jantar. Gritou por auxílio.
O corpo do homem-javali permanecia sentado a sua cadeira estofada. Sulth arrancou o punhal do coração da vítima.
— Vamos embora daqui! Corte a cabeça de Tullging, Gotham! — ordenou a elfa.
O gigante escutou diversos passos subindo as escadarias próximas. Sem titubear cumpriu as ordens da colega. Um golpe preciso de machado foi suficiente para que a cabeça fosse arrancada do tronco em uma fração de segundo. Sangue espirrou para todos os lados.

6 comentários:

Aмbзr Girℓ ⅞ disse...

sagaaaz, sagaaaz...

hehe, sabe li um conto uma vez q me lembrou, nao sei pq, mas a história de Beowulf. gostei dessa narração. demais.

Blog Suicide Virgin

Duda Falcão disse...

Valeu, Girl!
Esse foi o clímax da narrativa, a morte do homem-javali.
Tá terminando...
Um abraço!

Zé do livro disse...

Fala Duda. Com certeza é de interesse meu ter o banner em seus blogs. Falando nisso já adicionei os seus. E logo, logo venho aqui para acompanhar a história. Abraços.

Duda Falcão disse...

Olá, Zé! Valeu por incluir os banners dos blogs! Envia teu banner pro meu e-mail!
dudawfalcao@hotmail.com

Valeu!

Um grande abraço!

Diógenes Daniel disse...

Tinha acabado de ler uma notícia sobre o Sarney quando vim aqui... li esse capítulo duas vezes, na segunda o javali era o senador, e dessa vez me diverti mais que da primeira!

Duda Falcão disse...

Olá, Diógenes!

Pois é, javalis se assemelham demais com muitos políticos que conhecemos.
Ficam no alto de suas torres, pagam mulheres, tem a disposição bebidas, drogas e capangas!

Um abraço!