Diante da porta da farmácia, Gotham disse:
— Precisamos entrar. Por favor, ladrões ponham suas habilidades em prática.
— Muleeza! — Hanns enrolou a língua.
O gigante bêbado pegou a clava que carregava presa a cintura. Com uma pancada no trinco da porta fez saltar faísca para todos os lados. A clava mágica de Hanns soltava uma espécie de fogo alaranjado quando batia contra alguma coisa. Havia comprado aquela arma de um mago, um dos tantos trambiqueiros espalhados pela cidade. O gigante não sabia, mas logo, a carga mágica do objeto se extinguiria por completo.
Chamuscada e com o trinco esfacelado, a grossa porta de madeira se abriu com um ranger agudo. Por sorte ninguém abriu as janelas do prédio vizinho e a rua estava deserta.
— Seu energúmeno! — Sulth quase enlouqueceu. — Quer nos entregar pros guardas? Por que não abriu a fechadura com estilo. Sem sujeira, sem barulho, um verdadeiro ladrão não age desse jeito. Eu já te ensinei isso mais de uma vez! Tudo precisa ser feito com estardalhaço!
O sorriso cariado de Hanns se abriu:
— Gosto de te ver nervosinha!
Entraram na farmácia. Com o canto dos olhos, Sulth viu algo estranho se movimentando no escuro. Duas luzes vermelhas com o formato de bolas de gude voaram pelo recinto até sumirem atrás de um balcão.
sexta-feira, 10 de julho de 2009
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2 comentários:
É por essas e outras que há tempos venho pensando em parar com a bebida...
=]
abraço, Duda!
He, he, o pior é que é uma tarefa das mais difíceis...
Largar a ceva já é difícil, imagina no caso aí do gigante, deve ser difícil parar de tomar trago com escamas de dragão, he, he, deve dar um bafo danado!
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