Hanns abriu uma pequena bolsa de couro e disse afoito:
— Me dê logo as moedas!
— Tenha calma! — Gotham segurou o pulso do amigo com firmeza. — Onde encontramos nossa cabeça das mil peças de ouro?
As pernas miúdas de Tull tiveram grande dificuldade em levantar o enorme e obeso corpanzil da confortável poltrona. O suor fedorento do homem-javali se espalhou pela peça. Os gigantes não se importaram muito com a fedentina. Mas a elfa, sem esconder a repugnância que sentiu, botou uma das mãos sobre o nariz aquilino.
Tull abriu as janelas da sacada e apontou com suas unhas negras e sujas para uma das muitas torres que se elevavam na cidade dos gigantes:
— Vêem aquela torre?
Gotham levantou das almofadas em que permanecia acomodado e se aproximou de Tull. As orelhas eriçadas, de pêlo negro do homem-javali, alcançavam o umbigo do gigante. Hanns fez o mesmo que o companheiro. Seus movimentos eram desajeitados. Não é fácil se mexer em um local apertado quando sua altura ultrapassa os três metros. A elfa os acompanhou posicionando-se ao lado de Tull na sacada.
sábado, 6 de junho de 2009
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4 comentários:
Olá Duda! Agradeço muitíssimo o apoio à Biblioteca Mal-Assombrada, pode estar certo que os autores nacionais sempre terão um espaço garantido por lá! Também agradeço muito o comentário sobre meu conto Bruxa!. Que bom que você reparou que houve pesquisa histórica, pois deu trabalho, viu? Li muita coisa sobre a idade média e sobre a inquisição, até ter conhecimento suficiente para deixar o conto convincente (mas é claro que tomei uma ou outra liberdade artística, pois ninguém é de ferro, rs).
Vi que você também escreveu um conto na Scarium! Agora vou te confessar uma coisa, ainda não li seu conto... Sabe porque? Por que só de ler o comecinho, já senti um calafrio, e pensei "esse conto merece ser lido de noite!". Alguns compromissos urgentes me impediram de ler da maneira que julgo apropriada, porém, assim que conseguir, deixo aqui meu comentário, rs. Abraços!
E aí, Mario!
A liberdade artística é esencial. Porém, muitas vezes percebo que os autores usam somente liberdade artística e acabam esquecendo de valorizar questões históricas. É calro que eu valorizo as construções históricas dentro de um texto, talvez pelo fato de lecionar disciplinas de história na universidade.
Puxa, infelizmente até hoje não enviei nenhum conto para a Scarium. Será que tem alguém com um nome semelhante ao meu ou então um homônimo? Teria um outro Duda Falcão solto por aí do tipo William Wilson do Poe, he, he?
Brincadeiras a parte, essa acaba sendo uma boa ideia. Vou enviar um conto pra lá. Talvez aceitem meus textos para publicação.
Nos falamos.
Um abraço!
Ow, rapaz, desculpa... Me confundi com seu nome, rsrs, não é um conto seu na Scarium, é do Marcelo Galvão! Galvão, Falcão, ae já viu, rsrs. Foi mal ae. Mas mande um conto sim! Abraços!
Ufa, que alívio! Não preciso me preocupar com um sósia do mal, he, he.
Um abraço!
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