O sacerdote pediu que lhe acompanhassem até o outro lado da estátua de Lhu. Deixaram o quarto.
— Essa é a semana do culto ao Verme dos Cadáveres — disse o velho de longas barbas brancas. — Tenho mantos que tornarão vocês intocáveis essa noite.
Ao empunhar o bastão de cristal com um simples gesto, o sacerdote revelou uma porta oculta ao lado da estátua do dragão. Glimbertrix admirou o trabalho perfeito de ilusão que o velho havia realizado sobre a passagem secreta.
O sacerdote do Templo das Divindades desceu uma escadaria e sumiu no escuro. Ninguém se atreveu a acompanhá-lo.
— Não se mexam! Eu já volto! — sua voz ecoou de dentro da passagem.
Pouco depois, o sacerdote voltou com uma pilha de roupas dependuradas nos braços:
— Vistam esses mantos!
Nas costas de cada manto negro estava bordada uma figura bizarra. Era a representação do Verme dos Cadáveres, criatura anelídea com numerosas bocas e olhos.
O grupo vestiu os mantos.
— Você está muito engraçado dentro desse roupão, gnomo! — brincou Batel Hom.
Glimbertrix quase havia sumido dentro da roupa. As mangas lhe escondiam as mãos e a bainha do manto formava uma longa cauda como se fosse um vestido de festa.
— Foi o menor que eu encontrei — disse o sacerdote dirigindo-se a Glimbertrix.
Depois de vestidos, o grupo poderia ser identificado como sendo um bando de monges adeptos ao culto do Verme dos Cadáveres.
— Agora vocês são intocáveis! — decretou o sacerdote orgulhoso da sua idéia. — É hora de nos despedirmos, ao menos por enquanto.
sábado, 4 de abril de 2009
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