sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Capítulo 8

Os sons das botas logo revelaram guardas do cais fazendo a ronda noturna. Traziam martelos de guerra empunhados nas enormes mãos. Vestiam roupas de couro preto que quase os camuflavam na escuridão e na neblina constante da cidade.
Como se a sua voz viesse de uma caverna profunda, um dos guardas perguntou para a elfa:
— Você é Mentati?
A elfa de cabelos negros nada respondeu. Os novos companheiros puderam perceber a expressão de inquietude em seu rosto.
Glimbertrix apontou para a neblina, com esse simples gesto a umidade se dissipou e puderam ver o céu estrelado das Terras de Lhu:
— Vejam! Uma chuva de meteoros. Protejam-se!
O gnomo ordenou aos companheiros:
— Sigam-me!
Do céu uma quantidade incrível de meteoritos caia com velocidade incrível. Parecia um festival de pedras. Eram de todos os tipos: incandescentes, luminosos e com pontas afiadas de gelo em suas estruturas irregulares.
O grupo correu ao lado de Glimbertrix, estavam tensos. Queriam fugir daquela iminente catástrofe. Os guardas, dois ciclopes, protegeram a cabeça com as mãos a procura de um lugar seguro.
Bem longe da vista dos ciclopes Glimbertrix parou de correr. Com o olhar sério encarou os companheiros. Assim que retomou fôlego os surpreendeu com um sorriso e uma canção feita de improviso. O gnomo cantarolou:

Glimbertrix é genial,
Glimbertrix é o maioral!
Ilusão é o meu forte,
Ilusão é meu esporte!
Meteoros... cabum!
Meteoros... cabum!
He, he, he, Não acreditem
em tudo o que os olhos vêem!
Glimbertrix é o maioral!

Fazia uma dança cheia de pulinhos engraçados enquanto cantava. Terminando a performance, disse com ar de satisfação:
— Os guardas devem estar correndo até agora. Vocês estavam com tanto medo que pareciam gamos fugindo de caçadores. Criei uma ilusão. Foi mais do que perfeita dessa vez. Nem sempre é assim.
O gnomo parecia estar se divertindo com aquilo tudo. O grupo não gostou nenhum um pouco do bom-humor de Glimbertrix. Não esboçaram espécie alguma de sorriso. Afinal, também foram enganados pela estripulia ilusória do companheiro. No entanto, era melhor fazer parte da piada de um gnomo do que cair nas mãos dos ciclopes. Desde que a imperatriz de Carmal aumentara seu poder pelas Terras de Lhu, comentava-se que os guardas de um olho só praticavam tortura nos prisioneiros.
— Sem dúvida os meteoros incandescentes foram os mais convincentes. O que acharam? — perguntou o gnomo ainda eufórico com o feito.
— Muito bom Glimbertrix. Obrigado, você nos livrou de um problema! — disse Mentati querendo agradar o pequenino.
— Da próxima vez farei ilusão muito melhor!
— Acho melhor começarmos nossa busca logo. Quando os guardas descobrirem que os meteoros não passaram de ilusão nossas cabeças vão estar a prêmio — disse o mago. — E deixem esse negócio de pagamento pra depois! — ele olhou com severidade para os dois anões. — Teremos tempo para isso depois de concluir o trabalho.
— Por onde começamos nossa busca, gnomo? — perguntou Belo Trigal resignado.
— O templo de Dartmor é próximo daqui. Vamos até lá!

11 comentários:

Nenezio disse...

Muito bom a continuação,estou gostando muito,parabéns,abraços.

Duda Falcão disse...

Beleza, Nenezio! Isso é realmente um incentivo pra que eu continue disponibilizando os textos no blog.
Cara, inclui o link do teu blog aqui nas Terras de Lhu.
Um abraço! Continue acompanhando...

Nenezio disse...
Esta postagem foi removida pelo autor.
Nenezio disse...

legal cara!!!Vou acompanhar com certeza,muito bom,tem um outro conto meu que tem a ver com rock,foi o primeiro que escrevi,está no blog no mês passado,chama A vida macabra de um músico amador,e valeu aí pela força,e ví que você é baixista também,abraços.

Duda Falcão disse...

Certamente vou ler, Nenezio! Mais tarde passarei lá no teu blog!

Sim, de vez em quando faço um som com os amigos. Mas não é nada profissional. É apenas pra descontrair e tomar uma cerveja, he, he. Ultimamente tenho tocado mais violão, outro camarada canta e um terceiro toca um instrumento de percussão que se chama cajon. No repertório só rock evidentemente, he, he.
Até breve!

Mario Carneiro disse...

Olá Duda. Que bom que lembrou do meu nome, sinal de que o conto O Símbolo Circular teve algum efeito, rsrs. Eu gosto daquela história... acho que ela sofre de alguns graves defeitos de estilo, que estou tentando superar, mas fora isso, tenho orgulho dela. Teu blog é legal, assim que tiver um tempinho vou dar uma lida. Mas antes, vou ler seu conto na Editora Konthos, já que costumo dar preferência para meu gênero preferido. Enfim, depois comento aqui! Abraços, e valeu a lembrança. Vou add teu blog tbém. Té mais!

Duda Falcão disse...

Olá, Mário!
Obrigdo pela visita. Também gosto de terror, ainda pretendo fazer algo mais sombrio nas Terras de Lhu.
Continuarei acompanhando o teu blog, tenho gostado bastante do que você escreve.
Um abraço e sucesso!

' disse...

Saudações, Duda!
Como vai?
Então, cara, eu mudei o nome do meu blog.
Antes era CALAVOTH.
Ficou CAVALOTH.
Hahahah, parece confuso, mas troquei algumas letrinhas.
Então, é www.cavaloth.....
Gostaria de pedir pra arrumar o link
obrigado.
warrik.

Duda Falcão disse...

E aí, Warrik, beleza!
Pode deixar vou trocar o link.
Mas se você me permite vou ser chato, he, he!
Você não acha que Cavaloth lembra muito Camelot? Não é uma crítica, mas pense nisso!
Um abraço!

Anônimo disse...

Refletindo na opinião, eu acho que sim...
Mas...deu um trabalhão do inferno fazer as imagens escrito Cavaloth agora não tem como trocar
Hahahhahahaa.
Obrigado pela recomendação.
Abçs.
Warrik.

Duda Falcão disse...

He, he! Realmente, dá uma trabalheira!
E por sinal, ficou bem legal a estrutura do blog.
Um abraço!