Belo Trigal limpou com a manga comprida de sua camiseta a espuma que tinha escorrido pelos seus lábios. Batel Horm esperava pelas palavras de Glimbertrix com maiores esclarecimentos sobre a questão dos aventureiros que desejava encontrar.
— Vocês conhecem alguém que se encaixe nesse perfil? — perguntou o gnomo. — O perfil de um verdadeiro aventureiro.
Antes que os anões pudessem dar qualquer resposta, Glimbertrix puxou uma pequenina bolsa anteriormente escondida na sua vestimenta. E então, revelou em seu interior moedas de ouro que fizeram os olhos dos seus anfitriões brilharem de cobiça.
— Conhecemos, sem dúvida — alardeou Batel Horm atraído pelas moedas. — Somos verdadeiros aventureiros! Tenho certeza de que podemos resolver os seus problemas.
Belo Trigal, enquanto espiava o conteúdo da bolsa de Glimbertrix, confirmou sem a mesma convicção do primo:
— Somos grandes aventureiros! Pode ter certeza disso.
Diversos pares de olhos e ouvidos ficaram interessados na conversa que os três entabulavam.
— Que tipo de empreitada precisaríamos realizar para ficar com esse saco de ouro? — perguntou Batel Horm.
— Teremos de revistar a cidade. Estou a procura de um amuleto.
— Revistar a cidade? Isso esta parecendo trabalho para uma patrulha. Somos apenas três — disse Belo Trigal.
Batel Horm não desanimou:
— E como é esse amuleto?
— Sei que foi partido em dois fragmentos de acordo com o nosso contratante.
— Por duas partes o trabalho custa o dobro — Belo Trigal franzia o cenho.
Um humano puxou uma cadeira vazia ao lado de Glimbertrix. Carregava um cajado retorcido de madeira. Pelo visto queria participar da conversa, já que os três não conseguiam manter a discrição e falavam em voz alta.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
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