sábado, 4 de outubro de 2008

35. O golem de pedra

Os prisioneiros receberam sua primeira refeição no meio da tarde. A comida servida era uma horrível sopa de legumes. Mesmo assim, Hylana e os companheiros de cela comeram sem reclamar. Afinal, quem está com fome acaba se rendendo ao pior dos pratos.
Não muito tempo depois, Hylana recebeu uma visita inesperada. O golem de pedra, mensageiro da sacerdotisa, veio acompanhado de um ciclope. O guarda abriu com chaves de ferro a cela em que a garota se encontrava prisioneira. A criatura, gerada das pedras negras e brilhosas de Ann, mina próxima a Carmal, tinha mais de dois metros e meio de altura, seu corpanzil pesado e poderoso fora animado graças à magia da sacerdotisa. Os poderes da mulher eram temidos por todos que viviam na cidade. Rubis de um vermelho vivo compunham os olhos brilhantes do golem negro.
— Levante, menina — ele ordenou.
Ela nunca havia visto o mensageiro tão de perto. Sua voz era gutural. Obedeceu.
— Venha comigo.
Hylana vacilou.
— Não vá com ele, garota — disse a anã apontando o dedo gordo. — Não conheço nenhuma história agradável ligada a esse monstro.
— Se não quiser que eu te esmague, inseto, fique calada — rugiu o golem.
Depois daquela ameaça o gnomo e a anã se encolheram mais ainda no fundo da prisão.
— Menina, não vou lhe fazer mal algum. A sacerdotisa aguarda sua presença.
Hylana estava confusa. Não conseguia entender qual o motivo para ser levada diante da poderosa sacerdotisa de Carmal. Talvez também quisessem saber sobre a morte de Ansalon, além do roubo da adaga. Um pingo de suor frio escorregou pelo pescoço. Não tinha como escapar daquela criatura escabrosa. Acompanhá-lo era a única saída. Hylana deixou a cela.
— Pobre garota — resmungou o gnomo balançando a cabecinha.
O ciclope fez menção de colocar algemas em Hylana. O golem de pedra interviu empurrando o guarda.
— Nada de algemas! — esbravejou o golem. — Não há com o que se preocupar!
Hylana não entendeu aquela atitude. Com as mãos e os pés livres, talvez tivesse a chance de escapar. No entanto, essa idéia logo lhe saiu da cabeça. O golem de pedra colocou sua poderosa mão sobre o pescoço de Hylana, em uma posição que poderia facilmente quebrar o pescoço dela. É melhor não tentar nada estúpido, disse a garota para si mesma. Assim, os dois deixaram os calabouços do castelo.

2 comentários:

Carlos disse...

Custou, mas cheguei até aqui! Curti sua história. Vai acabar no próximo?

Abraço!

Duda Falcão disse...

Oi, Carlos!
Você é o Carlos da Multiversos?
Fiquei em dúvida!
Que bom que tenha chegado até aqui. Está quase acabando, faltam mais três capítulos. Fica de olho aí!
Um abraço!